P.S. I Love You

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
       Pra falar a verdade, eu não tinha muita vontade de escrever nada hoje. Sinceramente, eu não tinha vontade nem de sair da cama hoje. Passei a noite quase toda em claro, com uma bendita gripe que se instalou por aqui. E durante a noite, sem ter muito o que fazer, revi um destes filmes água-com-açúcar que passam nas madrugadas da tv à cabo. O filme era 'PS: I Love You', dirigido por Richard LaGravanese, e estrelado pela fofa Hillary Swank e o bonitão Gerard Butler. A história, acho que todo mundo conhece e não vou contá-la aqui.

    O que realmente me chamou a atenção - e já havia chamado das outras vezes em que vi o filme, foi um diálogo da personagem principal, Holly, com seu melhor amigo, Daniel (interpretado por James Marsters). Daniel está apaixonado por Holly, mas ela ainda não superou a morte de seu marido Gerry, e não o corresponde. Então, há o seguinte diálogo:
Daniel: Acha que um dia sentirá por alguém o que sentia pelo Gerry ou terá que esperar uma carta dele decidir isso por você?
Holly: Onde está indo?
Daniel: Eu gosto mesmo de você... mas não posso ser o homem invísivel. Estou cansado de sero ombro. Quero ser outra parte do corpo de que você precise, sabe? Quero ser o bandido. Quero uma mulher que fique louca por mim e quero usá-la até que ela esteja totalmente arruínada para ser usada por outros homens.
Holly: Você não quer fazer isso.
Daniel: Não, não quero. Mas eu faria. Eu gostaria de sair com uma mulher que gosta de homens. Eu gostaria de ser o Gerry de alguém. Mas está tudo bem. Honestamente, não é culpa sua, é minha. Eu não planejava sentir algo por você, mas aconteceu. Então me desculpa por isso.
E ele vai embora.  
    E este sentimento que o Daniel tem que me faz chorar. Muito mais do que a morte do Gerry, ou as lindas cartas que ele escreve à Holly. E por mais que isso não tenha ocorrido, desta forma, comigo, as lágrimas não me vem aos olhos somente por pena. As lágrimas são por confidência. Por saber, exatamente, o que ele sente.
    Porque é essa impotência e essa dor que se passa na minha mente em muitos momentos. Não só em relações homem-mulher, como o Daniel trata no diálogo, mas em relações de amizade também, sabe? Amigos que esquecem que nós também temos problemas, e nos fazem de 'psicologos', cuidando de suas vidas, de seus problemas. E sim, uma hora cansa mesmo. Cansa ser sempre boazinha e estar sempre disponível pra cuidar de todo mundo. E cansa não ter alguém sempre bonzinho e sempre disponível pra cuidar da gente.

Saudações um pouco mais depressivas do que o costume,
Bá.   

4 comentários:

Gabi disse...

Fofo!!!
Te amo!!

Tadeu disse...

Assisti com ela. ='D.

Luana disse...

Assisti com ele. ='D.

Celi Anizelli disse...

Fofinha, que lindo, você também tem um blog e eu não sabia! Um beijo e tô aqui também!!

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