Falando sobre sentimentos na visão de Sartre

quinta-feira, 30 de julho de 2009
Com um intuito nada claro de falar sobre sentimentos hoje. Talvez por uma carência descontrolada e constante que vem crescendo com o passar dos dias. Talvez por uma sensação nostáligica de que o passado é melhor. Ou simplesmente porque sou uma garota boba, romântica e que ainda procura, de certa forma, um príncipe encantado. Tolice, eu sei, mas a gente não precisa desistir de sonhar, não é?
Na visão Sartriana das coisas, entretanto, além de boba, me sinto altamente corrompível, volúvel e insegura.
Conheci Sartre com uma amiga muito querida, a melhor professora de filosofia que já conheci e uma das pessoas mais iluminadas que eu tive a sorte de encontrar. E foi ela quem me apresentou, e emprestou aliás, este, que veio a se tornar um de meus livros favoritos.
(nota: Andrisa, amiga, obrigada por me apresentar a este e outros tantos autores/filósofos incriveis. Obrigada pelo teu carinho constante e tua amizade verdadeira. Saudades, sempre!)
'A Náusea', de 1938, Sartre relata a vida de Antoine Roquetin, um historiador que vive em Bouville, na França. Roquetin mantém um diário, onde narra seu dia-a-dia, e acaba, ao escrever, deparando-se com perguntas sobre o sentido da existência e o quanto o ser humano pode torná-la vazia. Enfim, 'A Náusea' me encanta de várias maneiras, mas é em uma frase boba, que não reflete um significado amplo a existência, somente um complemento da narração, que eu encontro a frase que trouxe maior significado pra mim. E é nela que eu encontro a visão Sartriana sobre os sentimentos.

'Pôr-se uma pessoa a amar alguém não é tarefa fácil. É preciso ter uma energia, uma generosidade... É preciso uma cegueira... Há até um momento, logo ao princípio, em que se tem de saltar por cima dum precipício: quem reflecte não salta.' (página 181)

Imagino o quão magoada, o quão desiludida uma pessoa deve estar para tratar de amor assim. E o mais triste de tudo, é que é exatamente essa a visão que eu tenho no momento. Isso me assusta. Me assusta esse medo de 'saltar', de se entregar, de viver o agora sem pensar nas consequências. Afinal, de que valeria toda uma vida sem um sentimento sequer? Sem entrega, sem promessas, sem borboletas no estômago e sinos no ouvido? Seria uma vida amarga, triste, sem sentido. Uma vida com privações inúmeras, impostas somente por nós mesmos. Acredito que a entrega é uma escolha exclusiva sua, e que caso você se entregue por completo, o magnetismo criado por isso atraí a pessoa desejada. Não há como ficar inerte frente a um sentimento tão grande e explendoroso como o amor.
Então porque, me pergunto, esse medo avassalador da entrega? Da cumplicidade? É medo de sofrer? Medo de perder? Medo de não saber como agir? Talvez seja o medo de viver, já que vida implica em perdas, em sofrimento, em confusão.
Os sofrimentos e perdas de amor deixam cicatrizes, profundas, dolorosas, e que nunca, nunca deixam de machucar. De que vale amar então, se no fim vamos sofrer? Mas de que valeria viver sem o sofrimento, e o aprendizado que ele nos deixa?
Enquanto espero pelo meu príncipe encantado, vou seguindo a visão de Sartre, quem sabe ela dá mais certo. (Y)

Ahh, quem quiser ler 'A Náusea', tá aqui o link pra baixar. ;D
http://www.4shared.com/file/15578830/cd0fca7b/Sartre_-_A_nausea.html?err=no-sess
É uma ótima leitura, super recomendável.

Boa noite pra vocês =)

PS: Um agradecimentozinho a Rê, que me incentivou a começar aqui. E que me estimulando. Te amo amiga, com todo coração.

2 comentários:

Anônimo disse...

GataaaaH.
Seu cantinho está TUDODEBOM.COM

Te amo muito amora ^^


Beijosss

Bistekaaa *______________*

Lilian disse...

ÉÉÉÉ e pra mim nao tem beijo e nao tem declaração ¬¬
E olha q eu nem sou a luh!!XD
E esse momento vai passar e quem vai te curar não é um novo amor mas sim vc mesma =]

Beijao da sua marida q t ama

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